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terça-feira, 21 de junho de 2011

Se na sua festa cafona de "revival dos anos 80", tocasse esses discos... # 2

The Smiths - The Queen is Dead : : Aniversário de 25 anos de lançamento



Eu e um amigo quando estamos bebendo costumamos (entre umas e outras ou lá pelas tantas) fazer coletâneas, nas quais elegemos as músicas mais batidas de todos os tempos dentro de cada segmento. Com certeza a música 7 desse disco estaria numa dessas compilações.

Lançado em 16 de junho de 1986, "The Queen is Dead", já parecia provocativo antes mesmo de ser ouvido, a começar pelo nome “matava a rainha e a realeza inglesa” e em seguida pelo tom mórbido da imagem da capa que apresenta uma foto do ator Alain Delon como se estivesse morto. A banda declara o disco como “o fim de um período marcado pelo tédio, seria a libertação das tradições aristocráticas da Inglaterra”, o que realmente faz sentido, o disco marca um período muito criativo da banda, não é atoa que este é considerado o melhor disco do quarteto de Manchester.

A voz melodiosa de Morrissey conversa com o tom amargo e um tanto agressivo em letras como Bigmouth Strikes Again, e apresenta cargas sentimentais e poéticas em outras como em The Boy with the Thorn in His Side e There is a Light that Never Goes out, dois clássicos indiscutíveis.

The Queen is Dead, merece sim ser coroado (sacaram o trocadilho, lol?) pela sua qualidade, não é atoa que o disco é quase todos de hits e ocupou os primeiros lugares de vários top-tens da época. Ao ouvir esse disco 25 anos depois do seu lançamento dá até um gosto de ter nascido na década de 1980 e um alívio de saber que coisas boas foram produzidas.

E você, garotão maroto, gatinha esperta, que começaram a ouvir rock n’ roll antes de ontem e acham que Legião Urbana é a melhor banda do mundo, ouça o The Smiths e descubra com quem que Renato e seus colegas aprenderam. Mas fique calm@s, pois, há uma luz que nunca se apaga.

O Home Losna


sábado, 11 de dezembro de 2010

Fé no Gil, fé na festa.

Fé na festa Quem se antecipou e garantiu ingresso para os shows da última quarta-feira (08/12) na Feira Música Brasil 2010 , teve a oportunidade de assistir a uma animada apresentação do grande Gilberto Gil.
Encerrando a noite de abertura da feira Gil - muito bem acompanhado de um super banda - mostrou o repertório de seu novo disco "Fé na Festa" . Privilegiando ritmos nordestinos com forró, xote, xaxado e baião o músico homenageia as festas populares Brasil afora, principalmente as juninas.

Neste novo trabalho apenas três músicas não são de Gil: “Aprendi com o Rei”, de João Silva, que homenageia o rei do baião, Luiz Gonzaga, que é compositor, ao lado de Zé Dantas, de “A Dança da Moda”, e “Maria Minha”, de Targino Gondim e Eliezer Selton. O restante são músicas inéditas de autoria do próprio artista.

Porém, no show que aconteceu na Funarte - Casa do Conde, o público pode dançar ao som de alguns clássico de Gonzagão. Demonstrando muita energia e bom humor - mesmo quando o som apresentou problemas - e sempre dialogando com o público Gil e banda só pararam de tocar devido ao limite de horário imposto pelas autoridades.

Evento super tranquilo, cheio, mas sem confusões e empurrões. É muito bom voltar aos velhos tempos da Casa do Conde e poder curtir eventos bacanas e acessíveis, privilegiando o que nossa cultura tem de melhor.
Outros shows estão acontecendo até dia 12/12/2010. "Não deixe de perder".